segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais sobre consumo colaborativo

Sumi do blog. Estou há dias à beira-mar, andando, nadando subindo escadarias para vencer falésias e - claro - me incomodando um pouco com gente que impõe seus caros enormes em suas estreitas de um povoado em que dá pra deixar isso de lado, mesmo se chegando aqui de automóvel.
Mas sol e mar deixam qualquer um zen, então deixa eles.
Navegando pela rede, mais uma matéria sobre carro compartilhado e consumo colaborativo.
O filminho é bacana e faz ver que a já citada zazcar tem seus espelhos mundo afora, e com serviços ainda mais interessantes.
Acho que em pouco tempo chegaremos lá.
http://economia.estadao.com.br/especiais/economia-colaborativa,207234.htm

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Matéria interessante

Estou no Rio - sem carro, claro - a trabalho. Os táxis cariocas são outra cultura... hoje peguei um que me contou que "não sobe em comunidade" e que antes que alguém diga que é preconceito ele já avisa que "tudo bem".
Olhando o centro do Rio pela janela lateral, pesco na internet uma matéria da Exame que dá oito argumentos para se largar o carro.
Não sou uma militante do assunto, mas de certo modo o texto resume meus motivos.
E me convenceu que não ter carro pode significar uma viagem à Europa.
http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/carros/noticias/8-razoes-para-voce-abandonar-seu-carro?page=1

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dia de paralisação

Hoje me senti mezzo alienada. Centrais sindicais paralisadas e eu com um almoço entre amigas num lugar adorável. Bom, estou nas minhas férias e minha categoria não está paralisada. E de resto, as centrais sindicais têm todo meu apoio.
Momento de bobeira: achei que seria bom encontrar uma das amigas perto da Paulista, e aí o trajeto que nunca dura mais do que dez minutos estava a passos de tartaruga. Claro, a Paulista é o epicentro de tudo, sempre. O motorista gente boa me deixou descer fora do ponto e um quilometro durou uns 10 minutos quando teria durado mais uma hora se ficasse no ônibus.
Que bom não estar de carro, pois não poderia abandonar o dito no meio da Consolação.
De lá metrô linha amarela. Quanto ficar pronta vai ser bem legal. Chegamos na Luz em minutos para um divertido almoço na Sala São Paulo. Volta de metrô super tranquila.
Chegando em casa vi fotos bacanas de uma Paulista com outro tipo de manifestação: carro de som, bandeiras e balões. Todas as modalidades devem ser bem abraçadas pela cidade.
Ok, a Consolação estava parada. And so what? A cidade para por qualquer motivo, por um feriado, um jogo de futebol, um infeliz cujo pneu fura na marginal. Cidade por um triz é assim mesmo, vive travando.
Que as centrais sindicais retomem seu protagonismo. Para o bem de todos.
A única nota destoante: eu mereço ter em vários pontos um helicóptero batendo as hélices bem em cima de mim? Esse olho mecânico intimidador pareceu-me totalmente desproporcional.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Política de tansporte em Sampa...

Joranis de uma segunda-feira cinzenta:
No Estadão leio que o novo presidente do Metrô SP, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, afirma que no próximo anos teremos mais 90 km de metrô em obras. Em obras? De novo vão começar algo sem data para terminar?
Não dá para acreditar em tal descalabro. Eu mudei para meu atual endereço no começo de 2008 e havia muito perto uma estação de metrô em obras. Como ela está hoje? Em obras, prometendo breve inauguração.
Bom, temos hoje 74 km de metrô em São Paulo. Uma vergonha. Alguém precisa contar para nossos governantes que São Paulo é uma metrópole e que metrópoles tem política de transporte e que quem vive em metrópole não pode privilegiar o carro individual.
Se eles quiserem eu desenho. Mas nem precisa, pois já desenharam por mim.



Vamos então à Folha de São Paulo de hoje.
O jornal simulou uma viagem de metrô entre a Avenida Paulista e o Aeroporto Internacional em Guarulhos. Simulou porque estamos longe de ter esse transporte sobre trilhos para o maior aeroporto do país (hahaha ufanismo de feriado de 9 de julho - ironia, ok?).
O tempo médio de uma viagem seria de uma hora e meia, com diversas baldeações. É pra desistir, certo?
Estou hospedando uns amigos do filho no feriado. Moçada bacana, mas duranga, tudo estudante que preza cada centavo. Chegar da minha casa no aeroporto para eles significa quase o mesmo tempo que, uma vez embarcado, demorarão para chegar em Salvador.
Não, não vou por isso sair correndo e comprar um carro novo. Mas a próxima vez que algum amigo ecochatinho chegar para mim com o mimimi de "as pessoas precisam rever sua relação com o automóvel", não ficarei para ouvir o resto da conversa.
Nossos governantes é que precisam, para ontem, rever a relação que têm com a população.

domingo, 7 de julho de 2013

Bicis e ciclovias

Domingão de sol e a Paulista estava repleta de ciclistas de final de semana. Pude notar que além das bicicletas do Bando Itaú temos agora também umas vermelhas da Bradesco Seguros.
É um começo, mas e pouco.
A topografia é ingrata e os motoristas não respeitam mesmo; mas ciclovia não devia ser vista (só) como lazer, mas sobretudo como uma possibilidade de deslocamento. Quando o Itaú e/ou o Bradesco colocarem pros lados da minha casa, estou dentro.
E que o Santander, HSBC, Banco do Brasil etc. sigam o exemplo.



sábado, 6 de julho de 2013

Livre como o ar

Da última vez em que estive em Paris, fiquei aguando de inveja de quem podia dirigir um carrinho elétrico compartilhado. No post anterior falei dos carros da Zazcar que já me deixam bem contente da vida, mas essa experiência francesa é a perfeição.
O esquema, se bem entendi, é parecido, só que o estrangeiro precisa ter uma carteira de habilitação internacional.
A diferença, fundamental, é que os carros são elétricos. E lindos, um modelo feito só para esta finalidade, se não me engano pela Peugeot. Carros seguros, com air-bag e que tais, e com um projeto, até onde isso é possível, sustentável (detesto esta palavra de tão gasta).
E eles têm um aplicativo. O sujeito está na rua, localiza o carro et voilà, sai dirigindo. E pode deixar em uma outra estação de devolução, nunca se esquecendo de colocar o dito pra recarregar na eletricidade.
A pequena maravilha se chama airlib. Da próxima vez que eu colocar os pés em Paris, pretendo testar.
Conversando com amigos urbanistas, ouvi dizer que a empresa está louca pra vender esta tecnologia para cidades brasileiras.
Alô, Haddad!!! Em vez de ir pra Paris com o mala do Alkmin sondar mais um famigerado evento para a cidade, vá para estudar soluções inteligentes de transporte para essa infernal cidade. Sua eleitora agradece.
Na lateral do carro vem escrito libre comme l'air....
Sabem o que mais me impressiona? Ver como a indústria se adapta....


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Aplicativos para táxis

Fazia tempo que eu queria testar um desses novos aplicativos para chamar táxi, disponíveis para smartphone. Só que sempre que eu precisava de um, estava em um lugar relativamente movimentado e era mais fácil esticar o braço na rua.
Ontem tive um jantar em uma casa de amigos, em um bairro estritamente residencial. Nada passa por ali, menos ainda around midnight.
Usei o 99 taxis. Super fácil, o cadastro é rápido e em cinco minutos um carro me esperava na porta. Recebi um torpedo com o nome do motorista e a placa do carro.
Única falha: eu escolhi pagar com cartão e o motorista recebeu a mensagem de que eu pagaria em dinheiro, logo não tinha a maquininha.
Isso não chegou a ser um problema, pois eu tinha umas notinhas na bolsa e não posso jurar que no afã de testar o brinquedinho novo eu não tenha apertado o comando errado. A  ver na próxima vez.
Vou testar ainda o Easy Táxi e o Safertaxi (este, segundo a propaganda, tem carros com wifi!).
Ou seja, sem carro sim, mas sem meu Iphone nem pensar!




quinta-feira, 4 de julho de 2013

Carro compartilhado

Quando decidi ficar um tempo sem carro isso virou assunto."E se"? Foi o que eu mais ouvi. E se você resolve comer um hambúrguer de madrugada, perguntou um amigo. E se você perde a hora pro ônibus fretado (vou trabalhar de fretado, isso é assunto para outro post). E se?
Bom, vamos por partes. Comer um hambúrguer de madrugada... menos, né? E se sim, deve ter algum lugar que entregue de motoboy na minha casa.
Quanto a perder a hora do fretado, é tenso. Tento não perder e em anos só perdi uma vez.
Mas existem sim aquelas situações em que precisamos estar no volante. Ou desejamos.
Levar a irmã que mora no exterior ao aeroporto em sua volta. O dia em que tenho de carregar um bando de tranqueira no porta-malas... como fazer isso de ônibus?
Em um desses momentos descobri a Zazcar. Aluguel por hora. Eles nem dizem aluguel, dizem carro compartilhado.
É super simples. A gente faz a inscrição no site www.zazcar.com.br e manda uma cópia digital da carteira de habilitação. Dias depois chega um cartão pelo correio.
A reserva é feita pela internet e o mais legal é que eles não têm uma sede com funcionários, recepção etc. Os carros ficam em estacionamentos na cidade. Ao reservar, bloqueamos por algumas horas um carro que está em um estacionamento. Na hora de usar vamos até lá, encostamos o cartão no vidro do carro e a porta se abre. Sem ter de chegar mais cedo, preencher papeis, sem falar com ninguém!
A gasolina está incluída no preço e no carro encontramos um vale combustível. Eles pedem que a gente devolva o carro com gasolina para o próximo usuário.
Os preços são bem razoáveis.
Virei fã de carteirinha. Torço pra eles crescerem, os negócios se expandirem e mesmo para aparecer um concorrente. Já pensou, carros compartilhados espalhados por todas as cidades?
Os carros são de diversos preços, tamanhos e grau de luxo.



Já usei um Gol várias vezes e o novo Uno uma vez. São os carros estacionados perto da minha casa, mas vou inventar qualquer coisa pela Paulista para testar o Corolla Etios e algo também por ali só para, um dia na vida, dirigir um Smart.
Sim, gosto de carro.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Como tudo começou

Tirei minha CNH há trinta e poucos anos. Como não tinha carro, dirigia o da minha mãe (e esse carro merecia uma postagem à parte) e com o tempo, porque os anos 1980 eram muito solidários, dirigi muito carro que por um motivo ou outro caiu na minha mão.
Lá pelas tantas comprei um carro. E outro. E troquei. Meus carros foram roubados duas vezes e furtados mais três. O último era um C3 lindo, confortável e potente. Eu adorava.
Isso posto, há poucos meses resolvi não ter mais carro e viver nessa complicada São Paulo sem esse objeto do desejo de tantos.
Confesso que nem foi pelos cálculos que diversos jornais publicaram provando por A+B que ter um carro e usar pouco era uma roubada do ponto de vista econômico. Eu simplesmente fui desencanando desse assunto à medida que o trânsito da cidade foi virando uma antessala do inferno. E devo dizer que meu cotidiano, meu trabalho e minha localização permitem essa  brincadeira.
Vamos ver como a vida de pedestre se apresenta.