segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Artigo que por concordar, subscrevo

Dia longo, muito trabalho.
O atraso matinal tirou a intenção de ir a pé e fui ao centro de táxi. 2,5 km mas amarelei. Na volta, carona amiga e divertida.
Ao chegar, dou de cara com esse texto. Concordo em gênero, número e grau.
Motoristas, parem de falar do trânsito. Os senhores são o trânsito.
E as faixas exclusivas do ônibus não são rima ou problema e sim solução.

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/26/esta-dificil-andar-de-carro-em-sao-paulo-va-de-onibus/

Bravo, Sakamoto.


É ou não é a ante-sala do inferno?

sábado, 24 de agosto de 2013

Seis meses sem carro

So far, so good.

Semana passada foi assim:
Segunda: pilates a pé; trabalho do outro lado da cidade de táxi; carona até metade do caminho na volta, quando aproveitei para almoçar no natureba, comprar orgânicos e voltar de ônibus.
Terça: trabalho de fretado. Do ponto em que ele me deixou, voltei a pé, uma bela caminhada.
Quarta: reunião de trabalho na Paulista. Táxi para compensar o atraso e volta caminhando. Assuntos do cotidiano e pilates no bairro, tudo a pé.
Quinta: trabalho de fretado. Na volta encontrei uma amiga e rachamos o táxi.
Sexta: trabalho em casa. Café de trabalho com uma aluna/amiga no centro e a pé, claro. Jantar com amigos: fui andando e voltei de carona (amigos gentis).
Sábado: cinema + jantar, com ônibus, caminhada e táxi.

Essa semana foi densa:
Segunda: pilates e comprinhas cotidianas, tudo a pé.
Terça: trabalho (no interior) de fretado.
Quarta e quinta: como é difícil se virar em Campinas sem carro!!! O ônibus é uma droga e os táxis são caros e quase inexistentes!
Sexta: táxi para Viracopos, avião para Bauru, e lá um motorista me esperando. Na volta, via Viracopos, o ônibus da Azul para São Paulo funciona muito bem. Confortável, com wi-fi e fez o trajeto à noite em 1:15 hs. Sai a cada meia hora. Do Shopping Eldorado pra casa, àquela hora da noite e do meu esgotamento, só um bom táxi mesmo.
Sábado: pilates a pé com pausa para uma feirinha de orgânicos. Compras num shopping também a pé (mas não pude comprar umas coisinhas pesadas).

Está dando muito certo. Palmas para a Azul, comecei a considerar voar por Viracopos.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

preços descabidos

Quando viajamos, muitas vezes estamos nas mãos dos taxistas, especialmente em cidades com transporte público de quinta.
Agora, alguém pode me explicar por que um taxi da praia da Pipa, RN, para o aeroporto que fica em Parnamirim, num total de 70 km (segundo o Google Maps) custa 130 reais (se negociar muito, sai até por menos), enquanto do aeroporto de Guarulhos até minha casa, 31 km no mesmo mapa, sai por 111?
Just asking.


Em um e outro caso, estou falando de preço fixo, taxímetro nem entra em questão (para os taxistas e suas empresas).

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais sobre consumo colaborativo

Sumi do blog. Estou há dias à beira-mar, andando, nadando subindo escadarias para vencer falésias e - claro - me incomodando um pouco com gente que impõe seus caros enormes em suas estreitas de um povoado em que dá pra deixar isso de lado, mesmo se chegando aqui de automóvel.
Mas sol e mar deixam qualquer um zen, então deixa eles.
Navegando pela rede, mais uma matéria sobre carro compartilhado e consumo colaborativo.
O filminho é bacana e faz ver que a já citada zazcar tem seus espelhos mundo afora, e com serviços ainda mais interessantes.
Acho que em pouco tempo chegaremos lá.
http://economia.estadao.com.br/especiais/economia-colaborativa,207234.htm

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Matéria interessante

Estou no Rio - sem carro, claro - a trabalho. Os táxis cariocas são outra cultura... hoje peguei um que me contou que "não sobe em comunidade" e que antes que alguém diga que é preconceito ele já avisa que "tudo bem".
Olhando o centro do Rio pela janela lateral, pesco na internet uma matéria da Exame que dá oito argumentos para se largar o carro.
Não sou uma militante do assunto, mas de certo modo o texto resume meus motivos.
E me convenceu que não ter carro pode significar uma viagem à Europa.
http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/carros/noticias/8-razoes-para-voce-abandonar-seu-carro?page=1

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Dia de paralisação

Hoje me senti mezzo alienada. Centrais sindicais paralisadas e eu com um almoço entre amigas num lugar adorável. Bom, estou nas minhas férias e minha categoria não está paralisada. E de resto, as centrais sindicais têm todo meu apoio.
Momento de bobeira: achei que seria bom encontrar uma das amigas perto da Paulista, e aí o trajeto que nunca dura mais do que dez minutos estava a passos de tartaruga. Claro, a Paulista é o epicentro de tudo, sempre. O motorista gente boa me deixou descer fora do ponto e um quilometro durou uns 10 minutos quando teria durado mais uma hora se ficasse no ônibus.
Que bom não estar de carro, pois não poderia abandonar o dito no meio da Consolação.
De lá metrô linha amarela. Quanto ficar pronta vai ser bem legal. Chegamos na Luz em minutos para um divertido almoço na Sala São Paulo. Volta de metrô super tranquila.
Chegando em casa vi fotos bacanas de uma Paulista com outro tipo de manifestação: carro de som, bandeiras e balões. Todas as modalidades devem ser bem abraçadas pela cidade.
Ok, a Consolação estava parada. And so what? A cidade para por qualquer motivo, por um feriado, um jogo de futebol, um infeliz cujo pneu fura na marginal. Cidade por um triz é assim mesmo, vive travando.
Que as centrais sindicais retomem seu protagonismo. Para o bem de todos.
A única nota destoante: eu mereço ter em vários pontos um helicóptero batendo as hélices bem em cima de mim? Esse olho mecânico intimidador pareceu-me totalmente desproporcional.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Política de tansporte em Sampa...

Joranis de uma segunda-feira cinzenta:
No Estadão leio que o novo presidente do Metrô SP, Luiz Antonio Carvalho Pacheco, afirma que no próximo anos teremos mais 90 km de metrô em obras. Em obras? De novo vão começar algo sem data para terminar?
Não dá para acreditar em tal descalabro. Eu mudei para meu atual endereço no começo de 2008 e havia muito perto uma estação de metrô em obras. Como ela está hoje? Em obras, prometendo breve inauguração.
Bom, temos hoje 74 km de metrô em São Paulo. Uma vergonha. Alguém precisa contar para nossos governantes que São Paulo é uma metrópole e que metrópoles tem política de transporte e que quem vive em metrópole não pode privilegiar o carro individual.
Se eles quiserem eu desenho. Mas nem precisa, pois já desenharam por mim.



Vamos então à Folha de São Paulo de hoje.
O jornal simulou uma viagem de metrô entre a Avenida Paulista e o Aeroporto Internacional em Guarulhos. Simulou porque estamos longe de ter esse transporte sobre trilhos para o maior aeroporto do país (hahaha ufanismo de feriado de 9 de julho - ironia, ok?).
O tempo médio de uma viagem seria de uma hora e meia, com diversas baldeações. É pra desistir, certo?
Estou hospedando uns amigos do filho no feriado. Moçada bacana, mas duranga, tudo estudante que preza cada centavo. Chegar da minha casa no aeroporto para eles significa quase o mesmo tempo que, uma vez embarcado, demorarão para chegar em Salvador.
Não, não vou por isso sair correndo e comprar um carro novo. Mas a próxima vez que algum amigo ecochatinho chegar para mim com o mimimi de "as pessoas precisam rever sua relação com o automóvel", não ficarei para ouvir o resto da conversa.
Nossos governantes é que precisam, para ontem, rever a relação que têm com a população.